BOAS-VINDAS

É uma grande alegria receber a sua visita. Tenho o real desejo de tornar este blog um espaço onde possamos discutir, de forma aberta e sincera, assuntos de interesse profissional para todos aqueles que participam da guerra diária contra a criminalidade e a violência.
As opiniões e comentários serão de essencial importância para o sucesso deste espaço de discussões.

OS ARTIGOS PUBLICADOS PODEM SER COPIADOS, DESDE QUE CITADA A FONTE

sexta-feira, 23 de agosto de 2013



Estou de volta às publicações no nosso blog Sobrevivência Policial informando sobre a publicação da 2ª edição do livro Tiro Policial e Armas de Fogo.

Aguardem novidades!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

OPERAÇÕES ESPECIAIS / PÓS-GRADUAÇÃO

Excelente iniciativa do CATI. Como sempre, partindo na frente no que se refere a treinamento policial.


sábado, 10 de março de 2012

PISTOLAS DE USO POLICIAL - Parte 2

CARACAL F


Pistola produzida nos Emirados Árabes e projetada pelo austríaco Wilhelm Bubits, está há muito pouco tempo no mercado, aproximadamente 4 anos, mas já foi o suficiente para ganhar muitos admiradores, principalmente em diversos países da comunidade árabe. É adotada como pistola de dotação oficial pelas Forças Armadas dos Emirados Árabes, bem como das forças de ordem de países como Bahrein, Dubai e Abu Dhabi.

A Caracal tem uma armação produzida em polímero, entretanto apresenta um ferrolho considerado muito pesado. Sua estética é similar à Steyr M9, mas com um mecanismo interno idêntico à Glock, principalmente pela utilização do sistema Safe Action.


Tem um sistema de miras muito simples baseado em dois pontos de fibra óptica, que se alinham com muita facilidade graças a um baixo perfil de sua armação. Apresenta-se em calibre 9mm e com carregador para 18 cartuchos na versão Caracal F (Full Size).


A Caracal também apresenta um inovador sistema de segurança contra utilização indevida, principalmente por crianças, denominado Key Lock System e fornecido como acessório opcional. Trata-se de um objeto que ao ser introduzido no alojamento do carregador pode ser travado com a utilização de uma chave própria, impedindo a introdução de um carregador com munição.



FN FIVE-SEVEN


Lançada oficialmente no mercado pela empresa belga FN Herstal, há cerca de 10 anos, a pistola FN Five-Seven, concebida no desconhecido calibre 5,7 x 28mm, era a principal promessa de uma nova tendência para este tipo de arma, mas, pela dificuldade na obtenção de sua munição, não obteve o sucesso esperado, tendo sido rapidamente superada por outras pistolas de propostas mais comerciais.

Os principais pontos positivos da FN Five-Seven são:
  • Armação construída em polímero.
  • Cano fabricado com cromo endurecido, que impede qualquer tipo de corrosão e oferece uma maior resistência e durabilidade (garantia para 20.000 disparos).
  • Bom controle de seu recuo.
  • Boa capacidade de carga (até 20 cartuchos).
  • Elevado poder de penetração de sua munição, podendo superar, dependendo do tipo de projétil utilizado, coletes balísticos até o nível IIIA (a 50 metros).
  • Alça de mira com regulagem manual de altura.

Atualmente é comercializada em 4 versões diferentes:
  • DAO - Modelo standard com funcionamento somente em dupla ação.
  • TACTICAL - Dispõem de um sistema de dupla e simples ação e trava manual (o modelo standard não apresenta trava).
  • IOM (Individual Officers Model) - Diferencia da Tactical por apresentar um trilho tático e sistema de alça de mira ajustável.
  • USG (United States Goverrnment) - Similar a IOM, mas com um gatilho diferente e uma empunhadura melhorada.
Sua utilização na atividade policial gerou muita controvérsia, em razão do alto poder de penetração de sua munição, mas mesmo assim foi adotada oficialmente pelo GIGN francês.


A FN Herstal, adequando-se melhor ao mercado mundial, lançou diversos outros modelos de pistolas para uso policial, tais como: FNP-9, FNP-40, FNX-9 e FNX-40.



sábado, 11 de fevereiro de 2012

PISTOLAS DE USO POLICIAL - Parte 1

Neste artigo, faremos uma pequena viagem no universo das pistolas policiais mais apreciadas pelos militares e agentes de segurança pública em todo o mundo. Contudo, pela extensão do conteúdo, serei obrigado a dividi-lo em várias postagens.

Em minhas pesquisas, considerando a grande variedade das pistolas encontradas e das dezenas de fabricantes existentes em todo o mundo, tomei a decisão de delimitar um pouco as características das armas que seriam aceitas como importantes para o conteúdo deste artigo. Portanto, não foram relacionadas aquelas consideradas compactas, as que possuem calibre diferente do .40" ou 9mm (exceção para a FN Five-Seven) e as que tenham capacidade de carga inferior a 10 cartuchos por carregador.

As três primeiras pistolas estudadas neste artigo terão um pouco mais de destaque, em razão de diversos fatores:
  • GLOCK - Pela grande aceitação, diversidade de calibres e aplicabilidade tática. É um ícone mundial.
  • CARACAL - Apesar de ainda ser desconhecida no mercado ocidental, está tendo uma grande aceitação em forças policiais de diversos países da comunidade árabe. É a grande novidade.
  • FN FIVE-SEVEN - Pelas controvérsias relacionadas ao seu calibre. É o projeto mais audacioso.

GLOCK G17 / G22


Criada pelo engenheiro austríaco Gaston Glock, no início da década de 80, foi concebida para ser a pistola de dotação oficial do exército da Áustria.

Por conta de várias características inovadoras, a Glock passou a ser referência de qualidade para a grande maioria de policiais e atiradores em todo o mundo (inclusive no exigente e competitivo mercado americano), pelo menos nas primeiras duas décadas depois de seu lançamento.

Principais características das pistolas Glock:
  • Armação produzida em polímero (material leve e resistente).
  • Ferrolho produzido em aço carbono e com tratamento especial em Tenifer (material extremamente resistente à corrosão).
  • Desenho simples em que a ergonomia se sobrepõe aos elementos estéticos.
  • Sistema de segurança denominado Safe Action (extremamente seguro e confiável).
Desde a sua criação, a Glock vem passando por várias fases evolutivas, entretanto sem mudar consideravelmente o seu projeto inicial. Atualmente está ocorrendo o processo de transição da 3ª geração para a 4ª geração.


As mudanças estéticas mais significativas encontradas nas pistolas Glock de 4ª geração são:
  • RTS (Rough Textured Surface) - Mudança na textura da empunhadura com o objetivo de proporcionar uma pegada mais firme e segura, mesmo nas situações mais adversas.
  • MBS (Multiples Back Straps) - Sistema que possibilita uma melhor adequação da empunhadura da pistola a qualquer tamanho de mão, com a simples troca de uma placa da parte traseira do punho. Trata-se de uma tendência já adotada por outros fabricantes como H&K, Walther e Smith & Wesson.
  • Aumento no tamanho do botão do retém do carregador, tornando mais fácil a sua liberação mesmo com o uso de luvas.
Na estrutura mecânica, a Glock de 4ª teve apenas uma novidade: a alteração no desenho da mola recuperadora. Esta mudança ocasionou muita polêmica, pois foram divulgados relatos de falhas de alimentação da arma, atribuídas ao novo sistema. Imediatamente a fábrica desenvolveu uma nova mola recuperadora e ofereceu um recall aos proprietários que quisessem atualizar o sistema. O principal motivo para a mudança da mola recuperadora, que evoluiu de uma mola simples para um dupla, foi diminuir a intensidade do recuo da arma após cada disparo, proporcionando um melhor tempo de recuperação das miras.

A Glock apresenta pistolas nas linha Standard, Compact, Subcompact, Subcompact Slim e Competiton. Além dos calibres: .380" Auto, 9mm, .40" S&W, 10mm Auto, .357", .45" GAP e .45" Auto.

Destaco a G17 (9mm) e a G22 (.40") como as mais apreciadas pelos agentes públicos.

A título de curiosidade, convém citar a G18. É um modelo, em calibre 9mm, que apresenta um seletor de tiro para a sua utilização no modo automático. Não é indicada para forças de segurança pública, apesar de poder ser utilizada em situações específicas por times táticos especiais e melhorada o seu desempenho com a utilização de um kit de conversão em carabina (já falei destes kits aqui no blog).

O vídeo a seguir, produzido pela BlackHawk, é meio "embusteiro" mas dá uma boa ideia do poder de fogo de uma G18.


A Glock continua sendo, quase três décadas depois de seu lançamento no mercado de armas semi-automáticas de porte, a preferida para a atividade policial em quase todo o mundo.

(Próximas pistolas: Caracal e FN Five-Seven)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

LANÇAMENTO EM 2012


Tendo em vista que a Polícia Militar do Ceará não oferece qualquer apoio que facilite a publicação de algum livro técnico, as pesquisas só deverão estar concluídas perto do final do primeiro semestre de 2012.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

NOVO MÉTODO DE TREINAMENTO DE TIRO POLICIAL


FISIOLOGIA DO ENFRENTAMENTO ARMADO

Não é mais novidade que venho desenvolvendo um novo método de treinamento de tiro policial com base em estudos científicos da Fisiologia do Enfrentamento Armado. Já divulguei este tema nas redes sociais e aqui no Sobrevivência Policial. Por conta disto, algumas pessoas estão querendo saber detalhes sobre a Fisiologia do Enfrentamento Armado e sobre o método de treinamento.

Minha proposta inicial seria a de tornar público o novo método de treinamento de tiro policial por ocasião do lançamento do meu próximo livro, prevista para o início de 2012, mas, em decorrência das inúmeras solicitações, divulgarei pequenos resumos sobre o tema, pois estou terminando todos os detalhes técnicos para o pedido de patente do método.

O QUE É?

Diz respeito ao estudo das alterações fisiológicas experimentadas por uma pessoa em situações de perigo, mais notadamente nas ocorrências de enfrentamento armado, onde há o risco de morte ou ferimento grave.

PARA QUE SERVE?

Essencial para orientar e direcionar um novo método de treinamento de tiro policial, quebrando os paradigmas dos treinamentos tradicionais que costumam afastar-se da realidade de um enfrentamento armado em situações limites.

EM QUE CONSISTE ESSE NOVO MÉTODO?

Os treinamentos, estruturados com base nos estudos da Fisiologia do Enfrentamento Armado, aproximam-se ao máximo da realidade dos confrontos, sempre levando em consideração que a simplicidade nos procedimentos é a “peça chave” para a drástica diminuição nos riscos de morte ou ferimentos graves a que poderão ficar expostos os policiais e/ou pessoas inocentes. Alicerça-se em dois pilares básicos: ciência e empirismo. O primeiro fornece o entendimento científico necessário para prever o comportamento humano em situações limites, e o segundo dá a capacidade de alinhar adequadamente as técnicas e táticas do treinamento de tiro policial com a realidade das ruas.

QUAIS SÃO AS BASES TEÓRICAS?

  • Rex Applegate - EUA
  • Bruce Siddle - EUA
  • Ernesto Perez – ESPANHA
  • Estudos científicos sobre o medo
  • Estudos científicos sobre o estresse traumático

TREINAMENTO TRADICIONAL



TREINAMENTO PROPOSTO



ESTRESSE DE COMBATE
 
O estresse relacionado aos enfrentamentos armados tem fatores atuando antes (se não for uma agressão de extrema surpresa), durante e depois.

FOCO DO MÉTODO – Durante as situações de risco.

FATOR PSICOLÓGICO – Controla o medo.
Quando o policial se sente preparado para as situações de enfrentamento, mantém certo grau de controle da situação e é capaz de oferecer respostas mais apropriadas para a situação hostil.

FATOR FISIOLÓGICO – Não tem controle.
Ante uma situação hostil, o corpo humano produzirá uma série de reações automáticas.

CONCLUSÃO
Como não tenho controle sobre as mudanças fisiológicas observáveis em situações de enfrentamento armado, devo adequar o meu treinamento para se compatibilizar com a minha temporária limitação orgânica.


TABELA COMPARATIVA

Click na tabela para ampliar

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

TRANSFORMANDO PISTOLAS EM CARABINAS - KITS DE CONVERSÃO



Na história evolutiva das armas de fogo, desde os primórdios os atiradores buscam uma forma de unir as características de portabilidade de pistolas e revólveres à comodidade e precisão das carabinas.

Já com armas de tiro unitário simples, de antecarga, como a Springfield Model 1855 da imagem a seguir, buscava-se a inclusão de um acessório que possibilitasse ao atirador uma melhor comodidade e precisão para os disparos.
 
Com a popularização das pistolas, continuou a necessidade de dispor de mecanismos que pudessem, de uma forma simples e rápida, transformá-las em uma carabina. Desta época, a mais famosas foram: Mauser 1896 Red Nine e a Luger P08.


A partir destas idéias é que foram idealizados os atuais Kits de Conversão, onde pistolas de diversas marcas e modelos podem ser facilmente convertidas em uma carabina. As primeiras pistolas modernas a serem contempladas com este tipo de kit foram as da família Glock.

Uma das empresas que mais tem apostado comercialmente nestes acessórios é a alemã HERA ARMS, inicialmente com o kit GCC - Glock Carbine Conversion, e posteriormente com o CPE – Colt Pistol Extension (para qualquer pistola no modelo 1911 em calibre .45). Recentemente a Hera Arms produziu o kit TRIARII, para pistolas de diversos fabricantes e modelos.
Glock Carbine Conversion

Colt Pistol Extension

TRIARII
 Os kits de conversão, além da facilidade de montagem, possuem a vantagem de possibilitar a utilização de diversos tipos de acessórios táticos, tais como: lanterna, laser, mira eletrônica, etc.

Outra grande empresa que vem investindo nos kits de conversão é a americana MECH TECH SYSTEMS, que desenvolveu o CCU – Carbine Conversion Unit.
CCU Glock

CCU 1911

Vejam mais algumas empresas que estão apostando nos kits de conversão:

  • Command Arms Accessories – CAA Tactical

  • Turn-Key Tactical Solutions – Rapid Response Pistol Stabilizer

  • Fab Defense
 Vejam os vídeos a seguir e tirem suas próprias conclusões sobre a utilidade destes kits de conversão: