BOAS-VINDAS

É uma grande alegria receber a sua visita. Tenho o real desejo de tornar este blog um espaço onde possamos discutir, de forma aberta e sincera, assuntos de interesse profissional para todos aqueles que participam da guerra diária contra a criminalidade e a violência.
As opiniões e comentários serão de essencial importância para o sucesso deste espaço de discussões.

OS ARTIGOS PUBLICADOS PODEM SER COPIADOS, DESDE QUE CITADA A FONTE

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

TRANSFORMANDO PISTOLAS EM CARABINAS - KITS DE CONVERSÃO



Na história evolutiva das armas de fogo, desde os primórdios os atiradores buscam uma forma de unir as características de portabilidade de pistolas e revólveres à comodidade e precisão das carabinas.

Já com armas de tiro unitário simples, de antecarga, como a Springfield Model 1855 da imagem a seguir, buscava-se a inclusão de um acessório que possibilitasse ao atirador uma melhor comodidade e precisão para os disparos.
 
Com a popularização das pistolas, continuou a necessidade de dispor de mecanismos que pudessem, de uma forma simples e rápida, transformá-las em uma carabina. Desta época, a mais famosas foram: Mauser 1896 Red Nine e a Luger P08.


A partir destas idéias é que foram idealizados os atuais Kits de Conversão, onde pistolas de diversas marcas e modelos podem ser facilmente convertidas em uma carabina. As primeiras pistolas modernas a serem contempladas com este tipo de kit foram as da família Glock.

Uma das empresas que mais tem apostado comercialmente nestes acessórios é a alemã HERA ARMS, inicialmente com o kit GCC - Glock Carbine Conversion, e posteriormente com o CPE – Colt Pistol Extension (para qualquer pistola no modelo 1911 em calibre .45). Recentemente a Hera Arms produziu o kit TRIARII, para pistolas de diversos fabricantes e modelos.
Glock Carbine Conversion

Colt Pistol Extension

TRIARII
 Os kits de conversão, além da facilidade de montagem, possuem a vantagem de possibilitar a utilização de diversos tipos de acessórios táticos, tais como: lanterna, laser, mira eletrônica, etc.

Outra grande empresa que vem investindo nos kits de conversão é a americana MECH TECH SYSTEMS, que desenvolveu o CCU – Carbine Conversion Unit.
CCU Glock

CCU 1911

Vejam mais algumas empresas que estão apostando nos kits de conversão:

  • Command Arms Accessories – CAA Tactical

  • Turn-Key Tactical Solutions – Rapid Response Pistol Stabilizer

  • Fab Defense
 Vejam os vídeos a seguir e tirem suas próprias conclusões sobre a utilidade destes kits de conversão:



sábado, 29 de outubro de 2011

ASSALTOS A BANCO NO INTERIOR NORDESTINO


As ações de grupos criminosos contra agências bancárias, postos de auto-atendimento e veículos de transporte de valores, nas cidades interioranas, em todo o Brasil, tem sido uma grande preocupação por parte das autoridades de segurança pública. Este tipo de ocorrência vem aumentando a cada ano.

O Nordeste é uma das regiões que tem sofrido muito com os roubos e furtos qualificados praticados contra as instituições financeiras.


Esta modalidade criminosa teve um grande incremento a partir de 2009, quando a utilização de explosivos passou a facilitar a ação dos bandidos. Com esta “ferramenta”, toda a logística necessária para a concretização do crime é bem mais simples (considerando que não há mais a necessidade de realizar o assalto durante o dia):

  • Menor quantidade de pessoas envolvidas.
  • Ações noturnas que facilitam a fuga e a ocultação.
  • Não há a necessidade de muitos veículos.
  • Menor quantidade de armas e de menor calibre.
  • Reduzida quantidade de testemunhas.

Observe no gráfico, a seguir, o grande aumento na quantidade de ocorrências de furto qualificado, ultrapassando, a partir de 2009, as ocorrências de roubo. Isto significa que os bandidos estão dando preferência às ações praticadas nos horários fora do expediente bancário, normalmente durante a madrugada.  Tudo isto facilitado pela utilização de explosivos.


Artefato explosivo utilizado no arrombamento de caixas eletrônicos

Através de um trabalho científico, alicerçado em um completo banco de dados estatístico sobre as ocorrências bancárias registradas em toda a Região Nordeste, bem como através de uma confiável rede de informações sobre as operações de grupos criminosos, o Comando de Policiamento do Interior da Polícia Militar do Ceará conseguiu reduzir drasticamente a ocorrência destas ações nos 175 municípios sob a sua responsabilidade operacional.

Observem, a seguir, o ranking nordestino dos Estados com maior número de ocorrências bancárias. O Ceará deixou a 2ª colocação nos anos de 2009 e 2010 para ocupar a penúltima posição, perdendo apenas para Sergipe.









quinta-feira, 20 de outubro de 2011

RHINO – REVÓLVER EM CALIBRE .357 MAG

SÉRIE ARMAS MODERNAS


A indústria italiana de armas ARMI CHIAPPA, apresentou ao mercado mundial, recentemente, um revolucionário conceito para o setor de armas de porte de tambor. Trata-se do revólver RHINO. Esta nova ergonomia para um revólver contrariou quem achava que seria praticamente impossível ocorrerem mudanças significativas nas estruturas destas armas.

Apesar de apresentar uma estrutura bem maciça, o Rhino é uma arma bastante leve, pois é produzida em um tipo de alumínio de alta resistência denominado Ergal.

Tem como principal características:

1ª - O cano alinhado com a câmara inferior do tambor.

2ª - Tambor em formato hexagonal.

A primeira característica proporciona um maior controle e comodidade no momento do disparo; e a segunda característica permite que este revólver apresente-se com uma superfície plana nas laterais, o que ocasiona uma diminuição em seu volume e, conseqüentemente, uma maior comodidade em seu porte.

Está sendo comercializado com canos de 2, 4, 5 e 6 polegadas, todos de seis tiros, disponível apenas no conceituado calibre .357 Mag.

 

Veja um comparativo métrico entre o Rhino 20DS e o Smith & Wesson Model 640:

 

O vídeo a seguir mostra a excelente controlabilidade do Rhino em uma seqüência de disparos:


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

PRODUTOS PERIGOSOS NAS RODOVIAS DO CEARÁ E CENÁRIOS PROSPECTIVOS

José Ananias Duarte Frota - Cel. BM RR

A expansão da Indústria Química majora consideravelmente a movimentação de Produtos Perigosos em todo o Brasil. Diariamente, circulam, nas rodovias e centros urbanos, centenas de caminhões transportando ácidos, produtos inflamáveis, radioativos, tóxicos e explosivos. Alguns são cancerígenos, outros podem provocar lesões que vão desde simples irritação da pele até deformações físicas. A grande maioria dos produtos perigosos é transportada por rodovias, que frequentemente se encontram em mau estado de conservação.

Esse fato, associado a fatores como condições das vias, manutenção dos veículos, tipos de embalagens, capacitação do pessoal envolvido e ausência de legislação estadual de resposta a acidentes com Produtos Perigosos tornam essa atividade potencialmente geradora de acidentes físicos e ambientais.

Os acidentes com produtos perigosos podem ocorrer em qualquer fase: na produção, no transporte, na estocagem e na utilização final do produto. O principal risco concentra-se no transporte, por exposição da carga a situações que escapam ao controle de todos os envolvidos nesse tipo de atividade especializada.

Em matéria veiculada no dia 6 de outubro de 2011, o jornalista Carlos Eugênio avalia, acertadamente, a conjuntura atual, projetando os riscos que permeiam nossas rodovias. Na reportagem é confirmado que o "Porto do Pecém vai passar a contar, finalmente, com um pátio específico para cargas perigosas, a exemplo de detergentes, solventes e demais produtos químicos à indústria de tintas, curtumes etc.". Eis, portanto, um cenário inquietante.

Preocupado com a proteção da comunidade cearense, o deputado Cap Wagner Sousa apresentou na sexta-feira, 07 de outubro, o projeto de lei de nº 268/11, criando a Comissão Estadual de Prevenção a Emergências com Produtos Perigosos, de caráter permanente junto ao Poder Público, com fins de assessoria e consultoria, operacional e técnica.

Ao justificar o referido projeto de lei, o Deputado Capitão Wagner Sousa afirmou: “Este projeto permitirá a implementação duma política prevencionista e de estratégias contra acidentes envolvendo produtos perigosos em nível Estadual e Municipal, bem como o acompanhamento dessas ações pelo órgão a ser criado, fortalecendo a proposta do Governo em relação à Comunidade Cearense: desenvolvimento com segurança".

Parabenizamos o repórter Carlos Eugênio pela brilhante reportagem e nos regozijamos com o dinamismo e relevante iniciativa do Deputado Capitão Wagner Sousa, estabelecendo norma estadual ao criar a Comissão Estadual de Prevenção a Emergências com Produtos Perigosos, pois a implementação de políticas prevencionistas e a busca de estratégias contra acidentes, mormente os elencados na lei referida, fortalecerá o mais importante elo da cadeia de riscos: a prevenção.

Ìntegra do Projeto de Lei no endereço eletrônico: 


O Cel. Duarte Frota é Diretor de Tecnologia do Instituto Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

HERÓIS DO SERTÃO

O vídeo a seguir é uma simples homenagem a todos os policiais militares lotados no interior do Ceará. É por conta da bravura de todos eles que os índices de criminalidade estão diminuindo progressivamente nos 175 municípios sob a responsabilidade operacional do Comando de Policiamento do Interior.


LIVRO SOBREVIVÊNCIA POLICIAL

Já está quase pronto:


sábado, 8 de outubro de 2011

OPERAÇÕES POLICIAIS EM BAIXA LUMINOSIDADE

Artigo da Série Sobrevivência Policial


Nesta postagem, farei apenas um pequeno resumo de mais um dos assuntos que fará parte do meu próximo livro técnico.



Um acessório tático de extrema importância, que infelizmente é desprezado pela grande maioria dos policiais brasileiros, a lanterna é uma ferramenta essencial para a atividade policial. Ela deve ser utilizada em qualquer situação em que o nível de luminosidade do ambiente prejudique a segurança do agente de segurança pública, não importando se é um local fechado ou ao ar livre, ou se a escuridão é total ou parcial.


Todo confronto armado sempre será uma situação de risco para o policial. Se este confronto for em um local fechado, os riscos serão bem maiores. Acrescentando-se a isto a possibilidade do ambiente estar mal iluminado, os níveis de estresse estarão elevadíssimos, daí a importância de equipamentos auxiliares à atividade do policial, além da necessidade de treinamento constante.


Massad Ayoob, o famoso instrutor americano de tiro policial, relacionou as cinco principais funções da lanterna:

1.      Achar o caminho no escuro.
2.      Identificar o alvo.
3.      Cegar momentaneamente o oponente.
4.      Usar como instrumento de autodefesa.
5.      Iluminar o alvo para um disparo preciso.

O tema confronto em baixa luminosidade tem sido alvo de diversas publicações por todo o mundo, devido a sua extrema importância para as técnicas de sobrevivência policial. Aqui no Brasil, o policial federal Eduardo Maia Betini publicou o livro Lanterna Tática: Atividade Policial em Situações de Baixa Visibilidade.

Considerando que 80% de toda a informação sensorial humana é percebida pelo sistema visual, o maior problema em operar em locais com baixa luminosidade não está relacionado à diminuição na habilidade para utilizar a arma de fogo, mas sim na dificuldade em se identificar claramente o alvo. Se o policial não pode ver, também não poderá se defender.


Tão importante quanto portar uma lanterna de qualidade e adequada à atividade policial será realizar treinamentos específicos para a sua utilização com segurança. Existem diversos métodos de tiro combinados com o uso da lanterna, cada um com os seus pontos positivos e negativos, devendo o policial utilizar o método mais adequado para o tipo de situação em que esteja inserido, como também aquele que melhor se encaixa com o tipo de lanterna e/ou de arma que esteja utilizando. Dentre estes métodos, podemos citar:

  • Harries
  • Rogers
  • FBI
  • Chapman
  • Keller
  • NYPD
  • Ayoob
  • Marine Corps
  • Hargreava Lite-Touch
  • Neck-Index
  • Guisande



O vídeo a seguir é uma simples amostra de um treinamento que realizei para Agentes de Segurança do Poder Judiciário Federal. Observem o nível de dificuldade que é imposto pela necessidade de uma clara identificação do alvo contraposta pelo baixíssimo nível de luminosidade.




O normal seria que os policiais tivessem instruções práticas específicas para a atuação em situações de baixa luminosidade, mas enquanto isso não acontece procure seguir estes conselhos básicos:


1º - Utilizar a lanterna o menos possível. Uma boa técnica é ligar rapidamente a lanterna e “fotografar” mentalmente o ambiente, deslocar-se, parar e ligar novamente; seguindo desta forma sempre que possível.

2º - Da mesma maneira que a escuridão é uma inimiga do policial, servindo para dificultar uma perfeita identificação do alvo, ela pode ser utilizada por ele como uma zona de ocultação.

3º - Atentar para a questão da adaptação visual ao nível de iluminação, ou seja, passar de um ambiente iluminado para outro pouco iluminado.

4º - Quando o nível de luz não permitir uma visualização adequada das miras da arma, uma boa posição de tiro garantirá a qualidade dos disparos.

5º - Sempre identificar cautelosamente o alvo antes de disparar.

6º - Se ocorrer a necessidade de atirar contra uma pessoa, a lanterna deverá permanecer ligada até se ter a certeza de que o bandido não oferecerá mais resistência.

7º - Durante a realização de uma prisão, a lanterna deverá permanecer ligada e voltada para os olhos do infrator.

8º - Utilizar lanterna de boa qualidade e potente, pois esta pode servir para atordoar momentaneamente o oponente.

9º - Não direcionar o foco da lanterna para um de seus companheiros, pois você poderá torná-lo um alvo fácil para os disparos dos bandidos.

10º - No interior de construções, muito cuidado com as zonas consideradas de elevado risco: entradas de portas, corredores, escadas, etc; principalmente se o policial estiver em um compartimento mais iluminado do que o outro onde possa estar o bandido. Nestas situações seguir estes princípios básicos:
-         Deter-se, olhar, escutar.
-         Movimentos lentos, suaves e silenciosos.
-         Utilizar a estrutura do edifício a seu favor.
-         No momento da abordagem ser:
o       Rápido
o       Incisivo
o       Enérgico