BOAS-VINDAS

É uma grande alegria receber a sua visita. Tenho o real desejo de tornar este blog um espaço onde possamos discutir, de forma aberta e sincera, assuntos de interesse profissional para todos aqueles que participam da guerra diária contra a criminalidade e a violência.
As opiniões e comentários serão de essencial importância para o sucesso deste espaço de discussões.

OS ARTIGOS PUBLICADOS PODEM SER COPIADOS, DESDE QUE CITADA A FONTE

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

RHINO – REVÓLVER EM CALIBRE .357 MAG

SÉRIE ARMAS MODERNAS


A indústria italiana de armas ARMI CHIAPPA, apresentou ao mercado mundial, recentemente, um revolucionário conceito para o setor de armas de porte de tambor. Trata-se do revólver RHINO. Esta nova ergonomia para um revólver contrariou quem achava que seria praticamente impossível ocorrerem mudanças significativas nas estruturas destas armas.

Apesar de apresentar uma estrutura bem maciça, o Rhino é uma arma bastante leve, pois é produzida em um tipo de alumínio de alta resistência denominado Ergal.

Tem como principal características:

1ª - O cano alinhado com a câmara inferior do tambor.

2ª - Tambor em formato hexagonal.

A primeira característica proporciona um maior controle e comodidade no momento do disparo; e a segunda característica permite que este revólver apresente-se com uma superfície plana nas laterais, o que ocasiona uma diminuição em seu volume e, conseqüentemente, uma maior comodidade em seu porte.

Está sendo comercializado com canos de 2, 4, 5 e 6 polegadas, todos de seis tiros, disponível apenas no conceituado calibre .357 Mag.

 

Veja um comparativo métrico entre o Rhino 20DS e o Smith & Wesson Model 640:

 

O vídeo a seguir mostra a excelente controlabilidade do Rhino em uma seqüência de disparos:


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

PRODUTOS PERIGOSOS NAS RODOVIAS DO CEARÁ E CENÁRIOS PROSPECTIVOS

José Ananias Duarte Frota - Cel. BM RR

A expansão da Indústria Química majora consideravelmente a movimentação de Produtos Perigosos em todo o Brasil. Diariamente, circulam, nas rodovias e centros urbanos, centenas de caminhões transportando ácidos, produtos inflamáveis, radioativos, tóxicos e explosivos. Alguns são cancerígenos, outros podem provocar lesões que vão desde simples irritação da pele até deformações físicas. A grande maioria dos produtos perigosos é transportada por rodovias, que frequentemente se encontram em mau estado de conservação.

Esse fato, associado a fatores como condições das vias, manutenção dos veículos, tipos de embalagens, capacitação do pessoal envolvido e ausência de legislação estadual de resposta a acidentes com Produtos Perigosos tornam essa atividade potencialmente geradora de acidentes físicos e ambientais.

Os acidentes com produtos perigosos podem ocorrer em qualquer fase: na produção, no transporte, na estocagem e na utilização final do produto. O principal risco concentra-se no transporte, por exposição da carga a situações que escapam ao controle de todos os envolvidos nesse tipo de atividade especializada.

Em matéria veiculada no dia 6 de outubro de 2011, o jornalista Carlos Eugênio avalia, acertadamente, a conjuntura atual, projetando os riscos que permeiam nossas rodovias. Na reportagem é confirmado que o "Porto do Pecém vai passar a contar, finalmente, com um pátio específico para cargas perigosas, a exemplo de detergentes, solventes e demais produtos químicos à indústria de tintas, curtumes etc.". Eis, portanto, um cenário inquietante.

Preocupado com a proteção da comunidade cearense, o deputado Cap Wagner Sousa apresentou na sexta-feira, 07 de outubro, o projeto de lei de nº 268/11, criando a Comissão Estadual de Prevenção a Emergências com Produtos Perigosos, de caráter permanente junto ao Poder Público, com fins de assessoria e consultoria, operacional e técnica.

Ao justificar o referido projeto de lei, o Deputado Capitão Wagner Sousa afirmou: “Este projeto permitirá a implementação duma política prevencionista e de estratégias contra acidentes envolvendo produtos perigosos em nível Estadual e Municipal, bem como o acompanhamento dessas ações pelo órgão a ser criado, fortalecendo a proposta do Governo em relação à Comunidade Cearense: desenvolvimento com segurança".

Parabenizamos o repórter Carlos Eugênio pela brilhante reportagem e nos regozijamos com o dinamismo e relevante iniciativa do Deputado Capitão Wagner Sousa, estabelecendo norma estadual ao criar a Comissão Estadual de Prevenção a Emergências com Produtos Perigosos, pois a implementação de políticas prevencionistas e a busca de estratégias contra acidentes, mormente os elencados na lei referida, fortalecerá o mais importante elo da cadeia de riscos: a prevenção.

Ìntegra do Projeto de Lei no endereço eletrônico: 


O Cel. Duarte Frota é Diretor de Tecnologia do Instituto Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

HERÓIS DO SERTÃO

O vídeo a seguir é uma simples homenagem a todos os policiais militares lotados no interior do Ceará. É por conta da bravura de todos eles que os índices de criminalidade estão diminuindo progressivamente nos 175 municípios sob a responsabilidade operacional do Comando de Policiamento do Interior.


LIVRO SOBREVIVÊNCIA POLICIAL

Já está quase pronto:


sábado, 8 de outubro de 2011

OPERAÇÕES POLICIAIS EM BAIXA LUMINOSIDADE

Artigo da Série Sobrevivência Policial


Nesta postagem, farei apenas um pequeno resumo de mais um dos assuntos que fará parte do meu próximo livro técnico.



Um acessório tático de extrema importância, que infelizmente é desprezado pela grande maioria dos policiais brasileiros, a lanterna é uma ferramenta essencial para a atividade policial. Ela deve ser utilizada em qualquer situação em que o nível de luminosidade do ambiente prejudique a segurança do agente de segurança pública, não importando se é um local fechado ou ao ar livre, ou se a escuridão é total ou parcial.


Todo confronto armado sempre será uma situação de risco para o policial. Se este confronto for em um local fechado, os riscos serão bem maiores. Acrescentando-se a isto a possibilidade do ambiente estar mal iluminado, os níveis de estresse estarão elevadíssimos, daí a importância de equipamentos auxiliares à atividade do policial, além da necessidade de treinamento constante.


Massad Ayoob, o famoso instrutor americano de tiro policial, relacionou as cinco principais funções da lanterna:

1.      Achar o caminho no escuro.
2.      Identificar o alvo.
3.      Cegar momentaneamente o oponente.
4.      Usar como instrumento de autodefesa.
5.      Iluminar o alvo para um disparo preciso.

O tema confronto em baixa luminosidade tem sido alvo de diversas publicações por todo o mundo, devido a sua extrema importância para as técnicas de sobrevivência policial. Aqui no Brasil, o policial federal Eduardo Maia Betini publicou o livro Lanterna Tática: Atividade Policial em Situações de Baixa Visibilidade.

Considerando que 80% de toda a informação sensorial humana é percebida pelo sistema visual, o maior problema em operar em locais com baixa luminosidade não está relacionado à diminuição na habilidade para utilizar a arma de fogo, mas sim na dificuldade em se identificar claramente o alvo. Se o policial não pode ver, também não poderá se defender.


Tão importante quanto portar uma lanterna de qualidade e adequada à atividade policial será realizar treinamentos específicos para a sua utilização com segurança. Existem diversos métodos de tiro combinados com o uso da lanterna, cada um com os seus pontos positivos e negativos, devendo o policial utilizar o método mais adequado para o tipo de situação em que esteja inserido, como também aquele que melhor se encaixa com o tipo de lanterna e/ou de arma que esteja utilizando. Dentre estes métodos, podemos citar:

  • Harries
  • Rogers
  • FBI
  • Chapman
  • Keller
  • NYPD
  • Ayoob
  • Marine Corps
  • Hargreava Lite-Touch
  • Neck-Index
  • Guisande



O vídeo a seguir é uma simples amostra de um treinamento que realizei para Agentes de Segurança do Poder Judiciário Federal. Observem o nível de dificuldade que é imposto pela necessidade de uma clara identificação do alvo contraposta pelo baixíssimo nível de luminosidade.




O normal seria que os policiais tivessem instruções práticas específicas para a atuação em situações de baixa luminosidade, mas enquanto isso não acontece procure seguir estes conselhos básicos:


1º - Utilizar a lanterna o menos possível. Uma boa técnica é ligar rapidamente a lanterna e “fotografar” mentalmente o ambiente, deslocar-se, parar e ligar novamente; seguindo desta forma sempre que possível.

2º - Da mesma maneira que a escuridão é uma inimiga do policial, servindo para dificultar uma perfeita identificação do alvo, ela pode ser utilizada por ele como uma zona de ocultação.

3º - Atentar para a questão da adaptação visual ao nível de iluminação, ou seja, passar de um ambiente iluminado para outro pouco iluminado.

4º - Quando o nível de luz não permitir uma visualização adequada das miras da arma, uma boa posição de tiro garantirá a qualidade dos disparos.

5º - Sempre identificar cautelosamente o alvo antes de disparar.

6º - Se ocorrer a necessidade de atirar contra uma pessoa, a lanterna deverá permanecer ligada até se ter a certeza de que o bandido não oferecerá mais resistência.

7º - Durante a realização de uma prisão, a lanterna deverá permanecer ligada e voltada para os olhos do infrator.

8º - Utilizar lanterna de boa qualidade e potente, pois esta pode servir para atordoar momentaneamente o oponente.

9º - Não direcionar o foco da lanterna para um de seus companheiros, pois você poderá torná-lo um alvo fácil para os disparos dos bandidos.

10º - No interior de construções, muito cuidado com as zonas consideradas de elevado risco: entradas de portas, corredores, escadas, etc; principalmente se o policial estiver em um compartimento mais iluminado do que o outro onde possa estar o bandido. Nestas situações seguir estes princípios básicos:
-         Deter-se, olhar, escutar.
-         Movimentos lentos, suaves e silenciosos.
-         Utilizar a estrutura do edifício a seu favor.
-         No momento da abordagem ser:
o       Rápido
o       Incisivo
o       Enérgico



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

CHOQUE


Comandando a tropa do Batalhão de Choque no desfile militar do 7 de Setembro em 2008

O único local onde trabalhei do qual sinto saudades. CHOQUE!!!

QUALIFICAÇÃO POLICIAL

Há algum tempo, em minhas análises sobre a atual situação do sistema de segurança pública brasileiro, venho defendendo uma radical mudança em toda a estrutura, através de dois tópicos bases: desmilitarização e criação de polícias estaduais únicas.

Apesar de defender a desmilitarização, discordo completamente das análises que atribuem, exclusivamente, à característica militar das corporações policiais estaduais a culpa pelos casos de violência policial. Ao meu modo de ver, são diversas as variáveis institucionais (somando-se ao quesito: militarismo) que levam o profissional de segurança pública a extrapolar os limites legais nas interações com o público.

A maior culpa pela ocorrência de casos de violência policial deve recair sobre a existência de uma formação inadequada e falha. Entretanto, muita gente pensa que uma formação policial muito rígida acarreta no profissional um certo grau de revolta que irá gerar, consequentemente, um aumento nos casos de violência nos contatos com o público. Este pensamento é completamente equivocado e preconceituoso.

As técnicas adquiridas através de uma formação rigorosa forjam o policial de uma maneira mais eficiente. Para comprovar, basta analisar as ações desenvolvidas por grupos policiais especializados (BOPE, GATE, COE, etc.), estes apresentam baixa letalidade ativa e passiva, ou seja, baixo índice de mortes de inocentes ou dos próprios policiais.

A Academia Estadual de Segurança Pública (AESP) é hoje uma realidade no Ceará. Em 2005, quando apresentei o projeto de sua criação, através de tese monográfica no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, um dos avaliadores, o Cel. RR Raimundo Ferreira da Conceição, tirou-me a primeira colocação no curso afirmando que o projeto era uma utopia.

Nossos companheiros cometem erros e arbitrariedades, chegando a destruir suas carreiras e a imagem das corporações policiais, na maioria dos casos por estarem despreparados e desatualizados, por carência ou total ausência de instruções adequadas e treinamentos. É aí que entra a importância da AESP para o sistema de segurança pública estadual. 

A qualificação dos profissionais de segurança pública deve ser imediatamente reavaliada; deve deixar de beneficiar uma pequena parcela do público interno e ter uma amplitude mais global. A qualificação, através de treinamentos e cursos, deveria ser incessante e obrigatória a todos, entretanto incluído na carga horária de trabalho do policial e não obrigando-o a comparecer em seu período de folga.