BOAS-VINDAS

É uma grande alegria receber a sua visita. Tenho o real desejo de tornar este blog um espaço onde possamos discutir, de forma aberta e sincera, assuntos de interesse profissional para todos aqueles que participam da guerra diária contra a criminalidade e a violência.
As opiniões e comentários serão de essencial importância para o sucesso deste espaço de discussões.

OS ARTIGOS PUBLICADOS PODEM SER COPIADOS, DESDE QUE CITADA A FONTE

sexta-feira, 22 de abril de 2011

LETALIDADE POLICIAL

As ocorrências de confrontos armados entre policiais e bandidos têm sido muito mais frequentes aqui no Brasil, o que gerou um aumento na quantidade de policiais assassinados no desempenho de suas atividades profissionais.

Muito se tem falado sobre "Letalidade Policial", mas, infelizmente, na maioria dos estudos, as forças policiais são colocadas como agente ativo desta letalidade (o policial como assassino). São raras as pesquisas sobre a morte de policiais em serviço ou em função desta atividade.

Em uma rápida busca na internet, podemos achar facilmente diversos estudos e pesquisas sobre a "Letalidade da Ação Policial". Exemplo é a que foi produzida em 2009 pela ONG Anistia Internacional sobre a violência policial e a violência urbana no Brasil moderno: Lethal Force: Police Violence and Publica Security in Rio de Janeiro and São Paulo.

Informações e dados confiáveis sobre a morte de policiais brasileiros são muito escassos. Os que existem são produzidos basicamente por entidades representativas de classes, abnegados companheiros da blogosfera policial e uns poucos jornalistas.
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Em resumo: não sabemos como, quando e onde nossos policiais estão sendo vítimas da violência, dificultando qualquer esforço de adequação dos treinamentos, estabelecimento de políticas preventivas e a consequente melhoria nas condições de trabalho.

Não gosto de buscar comparações com outros países, principalmente os EUA, em razão das peculiaridades sociais, econômicas e culturais de cada um deles, mas alguns exemplos são merecedores de citação.

Nos EUA, o FBI, quase que anualmente, realiza uma rigorosa pesquisa sobre a morte de policiais, é a LEOKA (Law Enforcement Officers Killed e Assaulted).

Com as informações obtidas por estas pesquisas, diversas políticas de proteção ao trabalho policial são criadas. Até mesmo equipamentos de proteção são desenvolvidos com base nos dados coletados. É por isso que os EUA mantêm uma média anual de 53,6 policiais mortos na última década em todo o país, enquanto o Brasil teve 95 policiais assassinados no ano de 2010 somente no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

KIT TÁTICO OPERACIONAL PARA MOTOCICLETAS

No início do segundo semestre de 2009, época em que estava na função de Subcomandante do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), elaborei o projeto de estruturação da Companhia de Intervenções Não-Letais, que se desenvolveria a partir de uma intensa modernização da atual Companhia de Controle de Distúrbios Civis (CDC).

Este projeto previa, complementarmente, a criação do G-CHOQUE (Grupamento Motorizado de Choque Ligeiro), onde, com a assessoria especializada do Capitão Naerton Menezes (Operador Químico cursado pelo BOPE/DF), então Comandante do CDC, desenvolvemos a ideia da criação do KTOM (Kit Tático Operacional para Motocicletas).





A empresa CONDOR, fabricante de equipamentos e armamentos não letais, imediatamente designou um representante para vir buscar informações mais detalhadas sobre o projeto, tendo produzido um protótipo do KTOM.


Fiquei feliz em saber que a CONDOR incluiu em seu portfólio o KTOM, uma ideia originalmente cearense e que está sendo exposta na VIII Latin America Aerospace & Defence.

sábado, 2 de abril de 2011

DEFESA DO POLICIAL CONTRA FACA


No meio policial, apesar da razoável evolução nos novos métodos de treinamento policial, ainda persistem muitas dúvidas no que se refere aos procedimentos mais adequados quando houver a necessidade da utilização das armas de fogo. Muitos de nossos policiais, infelizmente, acham-se despreparados para enfrentar situações de risco, principalmente aquelas em que será necessário realizar disparos com a arma.

Alguns instrutores menos preparados, na formação destes policiais, ensinam técnicas e procedimentos totalmente desvinculados e abstraídos do que realmente seria necessário para uma maior segurança do policial em situações reais.

Uma dúvida recorrente é sobre qual seria o melhor procedimento a ser adotado por um policial para uma iminente agressão com uma arma branca.

Em várias partes do mundo há diversos estudos sobre os confrontos policiais à curta distância. O Sargento Dennis Tueller, da Utah Police Department, desenvolveu várias pesquisas sobre os confrontos em curta distância, tendo determinado que o tempo que um policial treinado  levava para sacar sua arma e realizar um disparo, era o mesmo que um agressor armado com uma faca levava para esfaquear um alvo a 21 pés de distância (6,4 metros). Ele desenvolveu um método de treinamento denominado Tueller Drill.

Um estudo do FBI sobre confrontos armados concluiu que 85% ocorrem a menos de 3 metros de distância.

Cecilio Andrade, instrutor e pesquisador de armas e tiro policial, com base em seus estudos, afirmou que: "El 60 por ciento de las personas atacadas con armas de fuego, sobreviven, pero, por contra, el 60 por ciento de los atacados con armas blancas...fallecen".

Em continuação ao artigo DEFESA DO POLICIAL CONTRA FACA (sugiro a leitura antes de prosseguir este texto) faço algumas considerações para as situações em que o policial é surpreendido por uma agressão com arma branca, em curta distância (menos de 7 metros), e com sua arma ainda no coldre.

No vídeo a seguir observe a gravidade e o risco de uma investida frontal, quando o policial não está devidamente preparado. Nesta sequência, filmada em um treinamento que ministrei para policiais militares, determinei que o PM se defendesse da agressão, entretanto eu ainda não havia explanado sobre a melhor técnica de defesa:


Posteriormente determinei que o policial se esquivasse lateralmente, ao mesmo tempo em que sacava a arma e realizava os disparos que fossem necessários para cessar a agressão. Vejam a nova sequência:


sábado, 19 de março de 2011

AUSÊNCIA

Há pouco mais de um mês venho desenvolvendo minhas atividades profissionais no Comando de Policiamento do Interior (CPI). Como toda a equipe de Oficiais é nova, estamos planejando e executando vários projetos de modernização administrativa e implementando novas dinâmicas operacionais. Além da constantes viagens, estes são os motivos pelos quais não tenho estado muito presente aqui no Sobrevivência Policial (muitos amigos estão me cobrando, principalmente o Major Frederico).

Nas diversas incursões que temos realizado nas cidades do interior cearense, além das ações de fiscalização administrativa, estamos estimulando a intensificação de operações de prevenção contra a criminalidade e reforçando a capacidade repressiva das regiões por onde temos passado.
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Peço aos meus amigos que não deixem de visitar o nosso Blog, pois em breve estarei postando diversos artigos de interesse técnico/profissional bastante interessantes.







segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

MOTOCICLISMO POLICIAL

Continuando a série de postagens sobre motociclismo policial, apresento agora algumas motocicletas utilizadas no patrulhamento em diversos países do mundo. Ao final, vai a foto do protótipo de um projeto que eu vinha desenvolvendo para o BPChoque.

SÉRIE: MOTOS POLICIAIS
 
 
 
 

Por fim, a Varadero que foi protótipo de um projeto iniciado no BPCHOQUE


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

MOTOCICLISMO POLICIAL

Por ser um amante das motocicletas, tenho uma imensa admiração pelo patrulhamento policial realizado com estas úteis e dinâmicas "ferramentas".

Realizando algumas pesquisas, para um projeto que venho desenvolvendo, tenho encontrado algumas imagens interessantes, que publicarei gradativamente aqui no blog.

SÉRIE: MOTOCICLISTAS POLICIAIS
 




E por último, mas não menos importante...

 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

BIG BROTHER BRASIL

Até agora, é o melhor texto que li em 2011.

BROTHER BRASIL 
Autor: Antonio Barreto,
Cordelista, natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo,
“professor” Pedro Bial.
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2011.