Por mais de 170 anos a Polícia Militar do Ceará vem utilizando quase toda a força física de seus profissionais e quase nada do cérebro deles. Agora, nossa briosa Corporação frusta sistematicamente nossas qualidades.
Sinto-me vivendo diariamente, oito horas por dia, numa instituição total, que manipula e suga nossa inteligência, nossos afetos, nossas opiniões.
Às vezes acho que estamos perdidos, que apenas uma mínima parte de nós ainda pode se salvar. Na realidade, duplamente perdidos: na ativa, alienados; na reserva, não saberemos o que fazer de nós mesmos.
Talvez estejamos em uma Corporação que: em nome do homem certo no lugar certo, manipula-se todo o critério de meritocracia; em nome da eficiência, celebram-se os desperdícios mais descarados (de tempo, de dinheiro e de inteligência); em nome da criatividade, multiplicam-se os procedimentos e os ritos burocráticos; em nome da ética profissional, mortificam-se os mais fracos; em nome da participação, celebra-se o autoritarismo.
Sinto-me vivendo diariamente, oito horas por dia, numa instituição total, que manipula e suga nossa inteligência, nossos afetos, nossas opiniões.
Às vezes acho que estamos perdidos, que apenas uma mínima parte de nós ainda pode se salvar. Na realidade, duplamente perdidos: na ativa, alienados; na reserva, não saberemos o que fazer de nós mesmos.
Talvez estejamos em uma Corporação que: em nome do homem certo no lugar certo, manipula-se todo o critério de meritocracia; em nome da eficiência, celebram-se os desperdícios mais descarados (de tempo, de dinheiro e de inteligência); em nome da criatividade, multiplicam-se os procedimentos e os ritos burocráticos; em nome da ética profissional, mortificam-se os mais fracos; em nome da participação, celebra-se o autoritarismo.






