BOAS-VINDAS

É uma grande alegria receber a sua visita. Tenho o real desejo de tornar este blog um espaço onde possamos discutir, de forma aberta e sincera, assuntos de interesse profissional para todos aqueles que participam da guerra diária contra a criminalidade e a violência.
As opiniões e comentários serão de essencial importância para o sucesso deste espaço de discussões.

OS ARTIGOS PUBLICADOS PODEM SER COPIADOS, DESDE QUE CITADA A FONTE

sábado, 30 de maio de 2009

REFLETINDO...


"...se a prudência consiste na experiência, quem merece mais o título de prudente: o sábio que o temor ou a vergonha impedem de empreender alguma coisa, ou o louco que, não tendo vergonha e jamais vendo o perigo, empreende ousadamente tudo o que lhe passa pela cabeça? O sábio, com o nariz sempre colado nos livros dos antigos, aprende apenas palavras sutilmente combinadas; o louco, ao contrário, exposto constantemente a todos os caprichos da fortuna, aprende em meio aos revezes, penso eu, a conhecer a verdadeira prudência..."

ERASMO DE ROTTERDAM (Em Elogio da Loucura)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

TRANFERÊNCIA DE OFICIAL

O Capitão Kildare, meu subcomandante no COTAM, está deixando o BPCHOQUE. Foi merecidamente transferido para prestar serviços na SSPDS.
É mais um grande valor que deixa o Batalhão. Provavelmente não será o último a trilhar caminhos mais razoáveis.

EXERCÍCIO DE CRIATIVIDADE


Imagine uma cena...

Uma viatura da PM realizando escolta de um caminhão carregado de caranguejos, para distribuir em barracas de praia.

Tal evento não seria a prova da total falta de ética e honestidade de um policial?!

Ainda bem que tais coisas não ocorrem em nossas terras...não é mesmo?!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

AUTOESTIMA


Tenho buscado, insistentemente, a razão para a total falta de interesse dos oficiais da Polícia Militar do Ceará frente aos problemas relacionados à nossa atividade profissional e às questões da segurança pública de nosso Estado. Há uma apatia dominante, apesar das intensas discussões e debates que ocorrem nos corredores e alojamentos.

Acredito que, em parte, são cicatrizes dos fatos ocorridos em 1997, onde, de forma desorganizada e sem lideranças, policiais militares aventuraram-se em um movimento “grevista”, tendo ocorrido um confronto entre companheiros de farda (o próprio Comandante Geral foi baleado gravemente na ocasião) que serviu, juntamente com vários outros eventos acontecidos em outras Unidades da Federação, para demonstrar à sociedade os riscos que todos nós poderemos sofrer com tais acontecimentos.

Considerando que, pela constatação feita na história da humanidade e por sua importância em todas as sociedades, podemos considerar a polícia como o “Termômetro da Democracia”, portanto a decisão pela greve, por parte dos integrantes do corpo efetivo de uma corporação policial, é medida reprovável e inaceitável em nossa sociedade. Entretanto, como profissionais e cidadãos, necessitamos urgentemente de um maior reconhecimento do poder público, através do direcionamento de mais investimentos na capacitação de seus efetivos, além de, ainda mais importante, a execução de projetos destinados a elevar a autoestima dos policiais e a melhoria das condições salariais.

terça-feira, 26 de maio de 2009

CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL - II

Continuando o artigo do dia 24/05, passo a detalhar os fatores negativos apontados por mim:


1 – CONTEÚDO TEÓRICO RUIM

O autor da apostila, que também é o coordenador da disciplina, pecou ao conduzir o conteúdo teórico para dentro de sua área de conhecimento maior - Proteção de Autoridades. Sabemos que ele é um grande especialista e doutrinador nos temas relacionados à Segurança de Executivos e Proteção de Autoridades, além de ser um estudioso do Tiro e das Armas de Fogo, contudo houve um grande direcionamento do material para este ramo do conhecimento.


Errou gravemente o autor ao não procurar auxílio ou informações com outros policiais mais experientes, inclusive com o conhecimento prático (há muito o oficial citado não tem contato com as atividades operacionais de nossa Corporação), para que pudesse oferecer aos alunos um conteúdo mais apropriado às atividades que eles irão desempenhar: policiamento ostensivo e comunitário. As técnicas ensinadas, principalmente no tópico 6 (Técnica de Tiro Embarcado), observado nas páginas 48 a 52 da apostila do aluno, foge completamente ao bom senso da prática policial.


Muito parecido também ocorreu com o conteúdo da disciplina Armamento (Letal e Não Letal) e Equipamento, onde foi plagiado material teórico das Indústrias Condor.


É triste observar que os investimentos que o Estado tem realizado em vários policiais de nossa Corporação não estão sendo devidamente explorados ou aproveitados, ou seja: aqueles profissionais que têm formação técnica adequada dentro destes ramos do conhecimento não são procurados ou consultados quando da elaboração dos conteúdos teóricos dos cursos.


SUGESTÃO: Ao invés de concentrar a responsabilidade pela elaboração do material teórico dos cursos em uma só pessoa, pois ninguém é dono de todo o conhecimento dos assuntos relacionados às técnicas e táticas policiais, deveriam ser nomeadas comissões, com especialistas de cada ramo das diversas disciplinas, que elaborariam um material teórico mais adequado e centrado com as realidades da atividade policial, material este que poderia ser devidamente publicado para servir como doutrina das ações de segurança pública de nosso Estado.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

BLOGOSFERA POLICIAL

Em parceria com a UNESCO, o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) da Universidade Candido Mendes está fazendo uma pesquisa sobre a produção, conteúdo e impacto dos blogs especializados em segurança pública cujos autores são em grande maioria policiais ou agentes de segurança pública (policiais Civis, Militares, Bombeiros, Federais, Rodoviários Federais, Guardas Municipais, Peritos e outros). A proposta da pesquisa é entender o fenômeno da Blogosfera Policial e saber como integrantes das forças de segurança e outros profissionais estão usando a internet para discutir, analisar, questionar e influenciar políticas de segurança e respostas à criminalidade no Brasil.

Estão à frente deste projeto as pesquisadoras Sílvia Ramos e Anabela Paiva, autoras de vários livros, dentre eles:

  • Mídia e Violência: Novas Tendências na Cobertura de Criminalidade e Segurança no Brasil;
  • Elemento Suspeito: Abordagem Policial e Discriminação na Cidade do Rio de Janeiro;
  • Mídia e Racismo.


Estou tendo o grande prazer de colaborar com estes estudos.

domingo, 24 de maio de 2009

CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Estive participando nos últimos dias, na condição de instrutor, dos treinamentos práticos de Tiro Policial Defensivo dos alunos do Curso de Formação Profissional da Polícia Militar do Ceará. Estes treinamentos vêm ocorrendo em um clube de tiro particular que foi contratado pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, por sinal o melhor e mais bem estruturado de nosso Estado.


Desde o início venho elogiando a estrutura e a sistemática da formação destes novos profissionais, conduzida de uma forma muito profissional pela Universidade de Brasília - contratada pelo Governo do Estado do Ceará para realizar a seleção e a formação para os novos Soldados.


Era unânime entre os instrutores da disciplina de Tiro Policial Defensivo, nos contatos que tive com a maioria deles no clube de tiro, a importância que foi dada aos treinamentos práticos dos alunos, inclusive a quantidade de cartuchos que foram disponibilizados para os treinos, sem falar na quantidade de horas/aulas. Se fizermos um comparativo com o que ocorria há algum tempo atrás, onde muitos cursos de formação terminavam sem um único exercício prático de tiro, tivemos uma grande evolução.


Entretanto, alguns fatores devem ser observados urgentemente, pelo bem da Polícia Militar do Ceará, do sistema de segurança pública de nosso Estado, de nossa sociedade e, principalmente, em respeito à vida destes novos Soldados. Elenco alguns deles:


1 - Conteúdo teórico muito ruim;


2 - Imposição de um sistema de treinamento – Método Giraldi – para o qual a maioria dos instrutores não estava habilitada, portanto os alunos receberam treinamentos em níveis e características diferentes;


3 - Uma grande quantidade de horas/aula em poucos dias;

Grande concentração de alunos em pouco espaço de treinamento, comprometendo a segurança;


4 - A centralização das decisões pedagógicas em poucas pessoas, não tendo sido aberto espaço para que os professores e instrutores pudessem sugerir e opinar.


Em postagens posteriores, irei detalhar cada um destes pontos citados.