BOAS-VINDAS

É uma grande alegria receber a sua visita. Tenho o real desejo de tornar este blog um espaço onde possamos discutir, de forma aberta e sincera, assuntos de interesse profissional para todos aqueles que participam da guerra diária contra a criminalidade e a violência.
As opiniões e comentários serão de essencial importância para o sucesso deste espaço de discussões.

OS ARTIGOS PUBLICADOS PODEM SER COPIADOS, DESDE QUE CITADA A FONTE

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014


SOBREVIVÊNCIA POLICIAL: o estabelecimento de uma doutrina de treinamento alicerçada na Fisiologia do Enfrentamento Armado

 Desde sempre, uma grande dificuldade da capacitação policial tem sido, e será, conseguir a fusão dos conceitos teóricos transmitidos pelos professores, no âmbito acadêmico, com as práticas das intervenções policiais sob a responsabilidade dos instrutores, nas condições mais próximas da realidade cotidiana. Esta situação se manifesta de forma mais cruel na formação básica inicial por carência de experiência pessoal prévia, por parte dos instruendos, que lhes permita possuir parâmetros comparativos e poder visualizar a importância de um conhecimento que abarque tanto os aspectos legais como os protocolos de atuação operacional, atualizados com as novas técnicas que são utilizadas no mundo, depois de previamente adaptadas às condições de nosso meio. Nossa responsabilidade como formadores dos homens e mulheres que farão parte das instituições de segurança pública de nosso estado é conseguir que nossos jovens compreendam a imperiosa necessidade do conhecimento totalizador, articulando de forma harmônica e indissolúvel todas as disciplinas que enriquecem a formação de um funcionário encarregado de fazer cumprir a lei. Nossa pesquisa traz à tona um novo conhecimento científico que, com os estudos de Fromm (1975), Grossman (2000), Epstein (1998) e Siddle (1995), passou a ser denominado de Fisiologia do Enfrentamento Armado e foi direcionado para entender as reações fisiológicas e psicológicas do policial em situações onde ele esteja correndo o iminente risco de ser assassinado ou de sofrer graves ferimentos, principalmente nos enfrentamentos armados em curtas distâncias. Com isto, tentamos vislumbrar a possibilidade de aliar os conhecimentos empíricos aplicados nos treinamentos policiais práticos, principalmente nas disciplinas de Tiro Policial Defensivo e Técnica Policial, aos direcionamentos científicos da Fisiologia do Enfrentamento Armado, com o objetivo primordial de diminuir a lacuna existente entre treinamento prático e realidade da atividade operacional policial. A análise realizada aponta para a necessidade de mudanças na atual sistemática de treinamentos práticos vivenciados na formação policial.

(Resumo da monografia apresentada no Mestrado do Curso Superior de Segurança Pública)

sexta-feira, 23 de agosto de 2013



Estou de volta às publicações no nosso blog Sobrevivência Policial informando sobre a publicação da 2ª edição do livro Tiro Policial e Armas de Fogo.

Aguardem novidades!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

OPERAÇÕES ESPECIAIS / PÓS-GRADUAÇÃO

Excelente iniciativa do CATI. Como sempre, partindo na frente no que se refere a treinamento policial.


sábado, 10 de março de 2012

PISTOLAS DE USO POLICIAL - Parte 2

CARACAL F


Pistola produzida nos Emirados Árabes e projetada pelo austríaco Wilhelm Bubits, está há muito pouco tempo no mercado, aproximadamente 4 anos, mas já foi o suficiente para ganhar muitos admiradores, principalmente em diversos países da comunidade árabe. É adotada como pistola de dotação oficial pelas Forças Armadas dos Emirados Árabes, bem como das forças de ordem de países como Bahrein, Dubai e Abu Dhabi.

A Caracal tem uma armação produzida em polímero, entretanto apresenta um ferrolho considerado muito pesado. Sua estética é similar à Steyr M9, mas com um mecanismo interno idêntico à Glock, principalmente pela utilização do sistema Safe Action.


Tem um sistema de miras muito simples baseado em dois pontos de fibra óptica, que se alinham com muita facilidade graças a um baixo perfil de sua armação. Apresenta-se em calibre 9mm e com carregador para 18 cartuchos na versão Caracal F (Full Size).


A Caracal também apresenta um inovador sistema de segurança contra utilização indevida, principalmente por crianças, denominado Key Lock System e fornecido como acessório opcional. Trata-se de um objeto que ao ser introduzido no alojamento do carregador pode ser travado com a utilização de uma chave própria, impedindo a introdução de um carregador com munição.



FN FIVE-SEVEN


Lançada oficialmente no mercado pela empresa belga FN Herstal, há cerca de 10 anos, a pistola FN Five-Seven, concebida no desconhecido calibre 5,7 x 28mm, era a principal promessa de uma nova tendência para este tipo de arma, mas, pela dificuldade na obtenção de sua munição, não obteve o sucesso esperado, tendo sido rapidamente superada por outras pistolas de propostas mais comerciais.

Os principais pontos positivos da FN Five-Seven são:
  • Armação construída em polímero.
  • Cano fabricado com cromo endurecido, que impede qualquer tipo de corrosão e oferece uma maior resistência e durabilidade (garantia para 20.000 disparos).
  • Bom controle de seu recuo.
  • Boa capacidade de carga (até 20 cartuchos).
  • Elevado poder de penetração de sua munição, podendo superar, dependendo do tipo de projétil utilizado, coletes balísticos até o nível IIIA (a 50 metros).
  • Alça de mira com regulagem manual de altura.

Atualmente é comercializada em 4 versões diferentes:
  • DAO - Modelo standard com funcionamento somente em dupla ação.
  • TACTICAL - Dispõem de um sistema de dupla e simples ação e trava manual (o modelo standard não apresenta trava).
  • IOM (Individual Officers Model) - Diferencia da Tactical por apresentar um trilho tático e sistema de alça de mira ajustável.
  • USG (United States Goverrnment) - Similar a IOM, mas com um gatilho diferente e uma empunhadura melhorada.
Sua utilização na atividade policial gerou muita controvérsia, em razão do alto poder de penetração de sua munição, mas mesmo assim foi adotada oficialmente pelo GIGN francês.


A FN Herstal, adequando-se melhor ao mercado mundial, lançou diversos outros modelos de pistolas para uso policial, tais como: FNP-9, FNP-40, FNX-9 e FNX-40.



sábado, 11 de fevereiro de 2012

PISTOLAS DE USO POLICIAL - Parte 1

Neste artigo, faremos uma pequena viagem no universo das pistolas policiais mais apreciadas pelos militares e agentes de segurança pública em todo o mundo. Contudo, pela extensão do conteúdo, serei obrigado a dividi-lo em várias postagens.

Em minhas pesquisas, considerando a grande variedade das pistolas encontradas e das dezenas de fabricantes existentes em todo o mundo, tomei a decisão de delimitar um pouco as características das armas que seriam aceitas como importantes para o conteúdo deste artigo. Portanto, não foram relacionadas aquelas consideradas compactas, as que possuem calibre diferente do .40" ou 9mm (exceção para a FN Five-Seven) e as que tenham capacidade de carga inferior a 10 cartuchos por carregador.

As três primeiras pistolas estudadas neste artigo terão um pouco mais de destaque, em razão de diversos fatores:
  • GLOCK - Pela grande aceitação, diversidade de calibres e aplicabilidade tática. É um ícone mundial.
  • CARACAL - Apesar de ainda ser desconhecida no mercado ocidental, está tendo uma grande aceitação em forças policiais de diversos países da comunidade árabe. É a grande novidade.
  • FN FIVE-SEVEN - Pelas controvérsias relacionadas ao seu calibre. É o projeto mais audacioso.

GLOCK G17 / G22


Criada pelo engenheiro austríaco Gaston Glock, no início da década de 80, foi concebida para ser a pistola de dotação oficial do exército da Áustria.

Por conta de várias características inovadoras, a Glock passou a ser referência de qualidade para a grande maioria de policiais e atiradores em todo o mundo (inclusive no exigente e competitivo mercado americano), pelo menos nas primeiras duas décadas depois de seu lançamento.

Principais características das pistolas Glock:
  • Armação produzida em polímero (material leve e resistente).
  • Ferrolho produzido em aço carbono e com tratamento especial em Tenifer (material extremamente resistente à corrosão).
  • Desenho simples em que a ergonomia se sobrepõe aos elementos estéticos.
  • Sistema de segurança denominado Safe Action (extremamente seguro e confiável).
Desde a sua criação, a Glock vem passando por várias fases evolutivas, entretanto sem mudar consideravelmente o seu projeto inicial. Atualmente está ocorrendo o processo de transição da 3ª geração para a 4ª geração.


As mudanças estéticas mais significativas encontradas nas pistolas Glock de 4ª geração são:
  • RTS (Rough Textured Surface) - Mudança na textura da empunhadura com o objetivo de proporcionar uma pegada mais firme e segura, mesmo nas situações mais adversas.
  • MBS (Multiples Back Straps) - Sistema que possibilita uma melhor adequação da empunhadura da pistola a qualquer tamanho de mão, com a simples troca de uma placa da parte traseira do punho. Trata-se de uma tendência já adotada por outros fabricantes como H&K, Walther e Smith & Wesson.
  • Aumento no tamanho do botão do retém do carregador, tornando mais fácil a sua liberação mesmo com o uso de luvas.
Na estrutura mecânica, a Glock de 4ª teve apenas uma novidade: a alteração no desenho da mola recuperadora. Esta mudança ocasionou muita polêmica, pois foram divulgados relatos de falhas de alimentação da arma, atribuídas ao novo sistema. Imediatamente a fábrica desenvolveu uma nova mola recuperadora e ofereceu um recall aos proprietários que quisessem atualizar o sistema. O principal motivo para a mudança da mola recuperadora, que evoluiu de uma mola simples para um dupla, foi diminuir a intensidade do recuo da arma após cada disparo, proporcionando um melhor tempo de recuperação das miras.

A Glock apresenta pistolas nas linha Standard, Compact, Subcompact, Subcompact Slim e Competiton. Além dos calibres: .380" Auto, 9mm, .40" S&W, 10mm Auto, .357", .45" GAP e .45" Auto.

Destaco a G17 (9mm) e a G22 (.40") como as mais apreciadas pelos agentes públicos.

A título de curiosidade, convém citar a G18. É um modelo, em calibre 9mm, que apresenta um seletor de tiro para a sua utilização no modo automático. Não é indicada para forças de segurança pública, apesar de poder ser utilizada em situações específicas por times táticos especiais e melhorada o seu desempenho com a utilização de um kit de conversão em carabina (já falei destes kits aqui no blog).

O vídeo a seguir, produzido pela BlackHawk, é meio "embusteiro" mas dá uma boa ideia do poder de fogo de uma G18.


A Glock continua sendo, quase três décadas depois de seu lançamento no mercado de armas semi-automáticas de porte, a preferida para a atividade policial em quase todo o mundo.

(Próximas pistolas: Caracal e FN Five-Seven)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

LANÇAMENTO EM 2012


Tendo em vista que a Polícia Militar do Ceará não oferece qualquer apoio que facilite a publicação de algum livro técnico, as pesquisas só deverão estar concluídas perto do final do primeiro semestre de 2012.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

NOVO MÉTODO DE TREINAMENTO DE TIRO POLICIAL


FISIOLOGIA DO ENFRENTAMENTO ARMADO

Não é mais novidade que venho desenvolvendo um novo método de treinamento de tiro policial com base em estudos científicos da Fisiologia do Enfrentamento Armado. Já divulguei este tema nas redes sociais e aqui no Sobrevivência Policial. Por conta disto, algumas pessoas estão querendo saber detalhes sobre a Fisiologia do Enfrentamento Armado e sobre o método de treinamento.

Minha proposta inicial seria a de tornar público o novo método de treinamento de tiro policial por ocasião do lançamento do meu próximo livro, prevista para o início de 2012, mas, em decorrência das inúmeras solicitações, divulgarei pequenos resumos sobre o tema, pois estou terminando todos os detalhes técnicos para o pedido de patente do método.

O QUE É?

Diz respeito ao estudo das alterações fisiológicas experimentadas por uma pessoa em situações de perigo, mais notadamente nas ocorrências de enfrentamento armado, onde há o risco de morte ou ferimento grave.

PARA QUE SERVE?

Essencial para orientar e direcionar um novo método de treinamento de tiro policial, quebrando os paradigmas dos treinamentos tradicionais que costumam afastar-se da realidade de um enfrentamento armado em situações limites.

EM QUE CONSISTE ESSE NOVO MÉTODO?

Os treinamentos, estruturados com base nos estudos da Fisiologia do Enfrentamento Armado, aproximam-se ao máximo da realidade dos confrontos, sempre levando em consideração que a simplicidade nos procedimentos é a “peça chave” para a drástica diminuição nos riscos de morte ou ferimentos graves a que poderão ficar expostos os policiais e/ou pessoas inocentes. Alicerça-se em dois pilares básicos: ciência e empirismo. O primeiro fornece o entendimento científico necessário para prever o comportamento humano em situações limites, e o segundo dá a capacidade de alinhar adequadamente as técnicas e táticas do treinamento de tiro policial com a realidade das ruas.

QUAIS SÃO AS BASES TEÓRICAS?

  • Rex Applegate - EUA
  • Bruce Siddle - EUA
  • Ernesto Perez – ESPANHA
  • Estudos científicos sobre o medo
  • Estudos científicos sobre o estresse traumático

TREINAMENTO TRADICIONAL



TREINAMENTO PROPOSTO



ESTRESSE DE COMBATE
 
O estresse relacionado aos enfrentamentos armados tem fatores atuando antes (se não for uma agressão de extrema surpresa), durante e depois.

FOCO DO MÉTODO – Durante as situações de risco.

FATOR PSICOLÓGICO – Controla o medo.
Quando o policial se sente preparado para as situações de enfrentamento, mantém certo grau de controle da situação e é capaz de oferecer respostas mais apropriadas para a situação hostil.

FATOR FISIOLÓGICO – Não tem controle.
Ante uma situação hostil, o corpo humano produzirá uma série de reações automáticas.

CONCLUSÃO
Como não tenho controle sobre as mudanças fisiológicas observáveis em situações de enfrentamento armado, devo adequar o meu treinamento para se compatibilizar com a minha temporária limitação orgânica.


TABELA COMPARATIVA

Click na tabela para ampliar

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

TRANSFORMANDO PISTOLAS EM CARABINAS - KITS DE CONVERSÃO



Na história evolutiva das armas de fogo, desde os primórdios os atiradores buscam uma forma de unir as características de portabilidade de pistolas e revólveres à comodidade e precisão das carabinas.

Já com armas de tiro unitário simples, de antecarga, como a Springfield Model 1855 da imagem a seguir, buscava-se a inclusão de um acessório que possibilitasse ao atirador uma melhor comodidade e precisão para os disparos.
 
Com a popularização das pistolas, continuou a necessidade de dispor de mecanismos que pudessem, de uma forma simples e rápida, transformá-las em uma carabina. Desta época, a mais famosas foram: Mauser 1896 Red Nine e a Luger P08.


A partir destas idéias é que foram idealizados os atuais Kits de Conversão, onde pistolas de diversas marcas e modelos podem ser facilmente convertidas em uma carabina. As primeiras pistolas modernas a serem contempladas com este tipo de kit foram as da família Glock.

Uma das empresas que mais tem apostado comercialmente nestes acessórios é a alemã HERA ARMS, inicialmente com o kit GCC - Glock Carbine Conversion, e posteriormente com o CPE – Colt Pistol Extension (para qualquer pistola no modelo 1911 em calibre .45). Recentemente a Hera Arms produziu o kit TRIARII, para pistolas de diversos fabricantes e modelos.
Glock Carbine Conversion

Colt Pistol Extension

TRIARII
 Os kits de conversão, além da facilidade de montagem, possuem a vantagem de possibilitar a utilização de diversos tipos de acessórios táticos, tais como: lanterna, laser, mira eletrônica, etc.

Outra grande empresa que vem investindo nos kits de conversão é a americana MECH TECH SYSTEMS, que desenvolveu o CCU – Carbine Conversion Unit.
CCU Glock

CCU 1911

Vejam mais algumas empresas que estão apostando nos kits de conversão:

  • Command Arms Accessories – CAA Tactical

  • Turn-Key Tactical Solutions – Rapid Response Pistol Stabilizer

  • Fab Defense
 Vejam os vídeos a seguir e tirem suas próprias conclusões sobre a utilidade destes kits de conversão:



sábado, 29 de outubro de 2011

ASSALTOS A BANCO NO INTERIOR NORDESTINO


As ações de grupos criminosos contra agências bancárias, postos de auto-atendimento e veículos de transporte de valores, nas cidades interioranas, em todo o Brasil, tem sido uma grande preocupação por parte das autoridades de segurança pública. Este tipo de ocorrência vem aumentando a cada ano.

O Nordeste é uma das regiões que tem sofrido muito com os roubos e furtos qualificados praticados contra as instituições financeiras.


Esta modalidade criminosa teve um grande incremento a partir de 2009, quando a utilização de explosivos passou a facilitar a ação dos bandidos. Com esta “ferramenta”, toda a logística necessária para a concretização do crime é bem mais simples (considerando que não há mais a necessidade de realizar o assalto durante o dia):

  • Menor quantidade de pessoas envolvidas.
  • Ações noturnas que facilitam a fuga e a ocultação.
  • Não há a necessidade de muitos veículos.
  • Menor quantidade de armas e de menor calibre.
  • Reduzida quantidade de testemunhas.

Observe no gráfico, a seguir, o grande aumento na quantidade de ocorrências de furto qualificado, ultrapassando, a partir de 2009, as ocorrências de roubo. Isto significa que os bandidos estão dando preferência às ações praticadas nos horários fora do expediente bancário, normalmente durante a madrugada.  Tudo isto facilitado pela utilização de explosivos.


Artefato explosivo utilizado no arrombamento de caixas eletrônicos

Através de um trabalho científico, alicerçado em um completo banco de dados estatístico sobre as ocorrências bancárias registradas em toda a Região Nordeste, bem como através de uma confiável rede de informações sobre as operações de grupos criminosos, o Comando de Policiamento do Interior da Polícia Militar do Ceará conseguiu reduzir drasticamente a ocorrência destas ações nos 175 municípios sob a sua responsabilidade operacional.

Observem, a seguir, o ranking nordestino dos Estados com maior número de ocorrências bancárias. O Ceará deixou a 2ª colocação nos anos de 2009 e 2010 para ocupar a penúltima posição, perdendo apenas para Sergipe.









quinta-feira, 20 de outubro de 2011

RHINO – REVÓLVER EM CALIBRE .357 MAG

SÉRIE ARMAS MODERNAS


A indústria italiana de armas ARMI CHIAPPA, apresentou ao mercado mundial, recentemente, um revolucionário conceito para o setor de armas de porte de tambor. Trata-se do revólver RHINO. Esta nova ergonomia para um revólver contrariou quem achava que seria praticamente impossível ocorrerem mudanças significativas nas estruturas destas armas.

Apesar de apresentar uma estrutura bem maciça, o Rhino é uma arma bastante leve, pois é produzida em um tipo de alumínio de alta resistência denominado Ergal.

Tem como principal características:

1ª - O cano alinhado com a câmara inferior do tambor.

2ª - Tambor em formato hexagonal.

A primeira característica proporciona um maior controle e comodidade no momento do disparo; e a segunda característica permite que este revólver apresente-se com uma superfície plana nas laterais, o que ocasiona uma diminuição em seu volume e, conseqüentemente, uma maior comodidade em seu porte.

Está sendo comercializado com canos de 2, 4, 5 e 6 polegadas, todos de seis tiros, disponível apenas no conceituado calibre .357 Mag.

 

Veja um comparativo métrico entre o Rhino 20DS e o Smith & Wesson Model 640:

 

O vídeo a seguir mostra a excelente controlabilidade do Rhino em uma seqüência de disparos:


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

PRODUTOS PERIGOSOS NAS RODOVIAS DO CEARÁ E CENÁRIOS PROSPECTIVOS

José Ananias Duarte Frota - Cel. BM RR

A expansão da Indústria Química majora consideravelmente a movimentação de Produtos Perigosos em todo o Brasil. Diariamente, circulam, nas rodovias e centros urbanos, centenas de caminhões transportando ácidos, produtos inflamáveis, radioativos, tóxicos e explosivos. Alguns são cancerígenos, outros podem provocar lesões que vão desde simples irritação da pele até deformações físicas. A grande maioria dos produtos perigosos é transportada por rodovias, que frequentemente se encontram em mau estado de conservação.

Esse fato, associado a fatores como condições das vias, manutenção dos veículos, tipos de embalagens, capacitação do pessoal envolvido e ausência de legislação estadual de resposta a acidentes com Produtos Perigosos tornam essa atividade potencialmente geradora de acidentes físicos e ambientais.

Os acidentes com produtos perigosos podem ocorrer em qualquer fase: na produção, no transporte, na estocagem e na utilização final do produto. O principal risco concentra-se no transporte, por exposição da carga a situações que escapam ao controle de todos os envolvidos nesse tipo de atividade especializada.

Em matéria veiculada no dia 6 de outubro de 2011, o jornalista Carlos Eugênio avalia, acertadamente, a conjuntura atual, projetando os riscos que permeiam nossas rodovias. Na reportagem é confirmado que o "Porto do Pecém vai passar a contar, finalmente, com um pátio específico para cargas perigosas, a exemplo de detergentes, solventes e demais produtos químicos à indústria de tintas, curtumes etc.". Eis, portanto, um cenário inquietante.

Preocupado com a proteção da comunidade cearense, o deputado Cap Wagner Sousa apresentou na sexta-feira, 07 de outubro, o projeto de lei de nº 268/11, criando a Comissão Estadual de Prevenção a Emergências com Produtos Perigosos, de caráter permanente junto ao Poder Público, com fins de assessoria e consultoria, operacional e técnica.

Ao justificar o referido projeto de lei, o Deputado Capitão Wagner Sousa afirmou: “Este projeto permitirá a implementação duma política prevencionista e de estratégias contra acidentes envolvendo produtos perigosos em nível Estadual e Municipal, bem como o acompanhamento dessas ações pelo órgão a ser criado, fortalecendo a proposta do Governo em relação à Comunidade Cearense: desenvolvimento com segurança".

Parabenizamos o repórter Carlos Eugênio pela brilhante reportagem e nos regozijamos com o dinamismo e relevante iniciativa do Deputado Capitão Wagner Sousa, estabelecendo norma estadual ao criar a Comissão Estadual de Prevenção a Emergências com Produtos Perigosos, pois a implementação de políticas prevencionistas e a busca de estratégias contra acidentes, mormente os elencados na lei referida, fortalecerá o mais importante elo da cadeia de riscos: a prevenção.

Ìntegra do Projeto de Lei no endereço eletrônico: 


O Cel. Duarte Frota é Diretor de Tecnologia do Instituto Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

HERÓIS DO SERTÃO

O vídeo a seguir é uma simples homenagem a todos os policiais militares lotados no interior do Ceará. É por conta da bravura de todos eles que os índices de criminalidade estão diminuindo progressivamente nos 175 municípios sob a responsabilidade operacional do Comando de Policiamento do Interior.


LIVRO SOBREVIVÊNCIA POLICIAL

Já está quase pronto:


sábado, 8 de outubro de 2011

OPERAÇÕES POLICIAIS EM BAIXA LUMINOSIDADE

Artigo da Série Sobrevivência Policial


Nesta postagem, farei apenas um pequeno resumo de mais um dos assuntos que fará parte do meu próximo livro técnico.



Um acessório tático de extrema importância, que infelizmente é desprezado pela grande maioria dos policiais brasileiros, a lanterna é uma ferramenta essencial para a atividade policial. Ela deve ser utilizada em qualquer situação em que o nível de luminosidade do ambiente prejudique a segurança do agente de segurança pública, não importando se é um local fechado ou ao ar livre, ou se a escuridão é total ou parcial.


Todo confronto armado sempre será uma situação de risco para o policial. Se este confronto for em um local fechado, os riscos serão bem maiores. Acrescentando-se a isto a possibilidade do ambiente estar mal iluminado, os níveis de estresse estarão elevadíssimos, daí a importância de equipamentos auxiliares à atividade do policial, além da necessidade de treinamento constante.


Massad Ayoob, o famoso instrutor americano de tiro policial, relacionou as cinco principais funções da lanterna:

1.      Achar o caminho no escuro.
2.      Identificar o alvo.
3.      Cegar momentaneamente o oponente.
4.      Usar como instrumento de autodefesa.
5.      Iluminar o alvo para um disparo preciso.

O tema confronto em baixa luminosidade tem sido alvo de diversas publicações por todo o mundo, devido a sua extrema importância para as técnicas de sobrevivência policial. Aqui no Brasil, o policial federal Eduardo Maia Betini publicou o livro Lanterna Tática: Atividade Policial em Situações de Baixa Visibilidade.

Considerando que 80% de toda a informação sensorial humana é percebida pelo sistema visual, o maior problema em operar em locais com baixa luminosidade não está relacionado à diminuição na habilidade para utilizar a arma de fogo, mas sim na dificuldade em se identificar claramente o alvo. Se o policial não pode ver, também não poderá se defender.


Tão importante quanto portar uma lanterna de qualidade e adequada à atividade policial será realizar treinamentos específicos para a sua utilização com segurança. Existem diversos métodos de tiro combinados com o uso da lanterna, cada um com os seus pontos positivos e negativos, devendo o policial utilizar o método mais adequado para o tipo de situação em que esteja inserido, como também aquele que melhor se encaixa com o tipo de lanterna e/ou de arma que esteja utilizando. Dentre estes métodos, podemos citar:

  • Harries
  • Rogers
  • FBI
  • Chapman
  • Keller
  • NYPD
  • Ayoob
  • Marine Corps
  • Hargreava Lite-Touch
  • Neck-Index
  • Guisande



O vídeo a seguir é uma simples amostra de um treinamento que realizei para Agentes de Segurança do Poder Judiciário Federal. Observem o nível de dificuldade que é imposto pela necessidade de uma clara identificação do alvo contraposta pelo baixíssimo nível de luminosidade.




O normal seria que os policiais tivessem instruções práticas específicas para a atuação em situações de baixa luminosidade, mas enquanto isso não acontece procure seguir estes conselhos básicos:


1º - Utilizar a lanterna o menos possível. Uma boa técnica é ligar rapidamente a lanterna e “fotografar” mentalmente o ambiente, deslocar-se, parar e ligar novamente; seguindo desta forma sempre que possível.

2º - Da mesma maneira que a escuridão é uma inimiga do policial, servindo para dificultar uma perfeita identificação do alvo, ela pode ser utilizada por ele como uma zona de ocultação.

3º - Atentar para a questão da adaptação visual ao nível de iluminação, ou seja, passar de um ambiente iluminado para outro pouco iluminado.

4º - Quando o nível de luz não permitir uma visualização adequada das miras da arma, uma boa posição de tiro garantirá a qualidade dos disparos.

5º - Sempre identificar cautelosamente o alvo antes de disparar.

6º - Se ocorrer a necessidade de atirar contra uma pessoa, a lanterna deverá permanecer ligada até se ter a certeza de que o bandido não oferecerá mais resistência.

7º - Durante a realização de uma prisão, a lanterna deverá permanecer ligada e voltada para os olhos do infrator.

8º - Utilizar lanterna de boa qualidade e potente, pois esta pode servir para atordoar momentaneamente o oponente.

9º - Não direcionar o foco da lanterna para um de seus companheiros, pois você poderá torná-lo um alvo fácil para os disparos dos bandidos.

10º - No interior de construções, muito cuidado com as zonas consideradas de elevado risco: entradas de portas, corredores, escadas, etc; principalmente se o policial estiver em um compartimento mais iluminado do que o outro onde possa estar o bandido. Nestas situações seguir estes princípios básicos:
-         Deter-se, olhar, escutar.
-         Movimentos lentos, suaves e silenciosos.
-         Utilizar a estrutura do edifício a seu favor.
-         No momento da abordagem ser:
o       Rápido
o       Incisivo
o       Enérgico